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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Carbocisteina e Ácido Glioxilico

Bem garotas, depois da proibição do formol veneeeeeno o mercado de cosméticos tem buscado novas substâncias para satisfazer o gosto das clientes... Vocês devem ter notado o lançamento de várias "escovas" que frisam o " SEM FORMOL ", mas, sabemos que é preciso conter algum outro agente que dê o resultado esperado... Quando vi esses termos: Carbocisteina e Ácido Glioxilico, decidi pesquisar mais sobre, pois sei que assim como eu, muitas garotas não tem a mínima ideia sobre o que é, sua função e como agem nos fios... Desinformação com a ajudinha de um profissional despreparado pode nos trazer muuuita dor de cabeça!!
Foi então que durante minhas zapeadas pela blogosfera, encontrei o blog do Paolo o FALANDO DE CABELO. Um blog que me passou muita credibilidade, ele é cabeleireiro, formado pela PUC, já trabalhou em empresas renomadas: L'oreal, Revlon, entre outras. É especialista em quimica e com essa formação realmente confiei nas informações que encontrei lá... Havia visto esse post em um outro blog, mas as considerações dele nos comentários realmente me deram um norte. Ele foi extremamente atencioso, respondeu todas as minhas perguntas e de todos os outros leitores... Podem acessar o blog dele que é realmente muito esclarecedor!
Também devo créditos ao blog Eu Amo Cabelo, este que eu acompanho a um certo tempo, onde a Carla que também é cabeleireira e super conhecedora de assuntos capilares fez considerações realmente sábias, isto desde o ano de 2010, quando eu nem havia ouvido falar desse assunto!! Recomendo fortemente o blog dela!! Lá vai !!

Novos Ativos - Carbocisteina e Ácido Glioxilico



A tecnologia da beleza descobriu duas substâncias que prometem alisar até fios descoloridos. Conheça o que é carbocisteina e acido glioxílico.

Bem classificado no ranking dos serviços mais pedidos nos salões, o alisamento é um assunto que rende. Das tradicionalíssimas escovas, todas a base principalmente de formol ou de outro “deidos” à invenção de uma pílula que interfere no gene trichohyalin, responsável pelo liso ou encarolado do cabelo, parece que não a mais o que inventar para alisar cabelo. Mas de todas as técnicas que surgiram para dar aquela alisadinha nos cabelos, nada foi mais comentado do que o uso do formol. Tanto que, como a legislação limita sua concentração em 0,2% - que tem apenas função de conservante e não de alisante, por conta dos riscos que pode oferecer a saúde dos profissionais cabeleireiros, principalmente, muitas empresas saíram em busca de ativos que satisfizessem o desejo das clientes por um cabelo mais liso ou com redução do volume e frizz, mas de forma segura, sem odor desagradável e de preferência que tratassem os fios. Atualmente, dois ativos que são velhos conhecidos da indústria farmacêutica, vem despertando o interesse dos fabricantes de cosméticos para incrementar suas formulas alisantes: o acido glioxílico e as oxoacetamidas de carbocisteína. Ambos podem ser misturados, mas exercem funções diferentes quando aplicados na fibra capilar. O primeiro mexe com a estrutura do fio, permitindo que ele seja modelado. Já o segundo seria responsável por conferir efeito hidratante e restaurador, um potente tratamento. Porem, como este não alisa sozinho, precisa ser combinado a outra substancia, como por exemplo, as coxoacetamidas de aminoácidos. Vamos tentar explicar o que prometem os dois novos ativos que invadiram o mercado.

CARBOCISTEINA - Fique por dentro

Derivada de um aminoácido (parte da proteína) chamado L-cisteina, a carbocisteina confere força e resistência aos fios, reparando as fibras capilares devido a sua alta bioafinidade com os fios. Por apresentar uma estrutura molecular menor, penetra no córtex e forma ligações fundamentais para reforçar sua estrutura. Essas ligações são responsáveis pelas ondas que aparecem nos cabelos e permite ao cabeleireiro moldá-lo. Acredita-se que devido a sua alta afinidade com a queratina, a carbocisteina atue adesivas as cutículas danificadas dos fios, o que justifica seu efeito hidratante, condicionador e restaurador. Como já foi dito, a carbocisteina sozinha não alisa, por isso é necessária sua associação com uma cadeia de aminoácidos, que são moléculas de baixo peso e que atuam agentes de retenção de moléculas de água.

ÁCIDO GLIOXÍLICO – Um raio-X

O ácido glioxílico ou ácido formilfórmico é um ácido orgânico de fórmula OHC-COOH, e é o mais simples dos ácidos-aldeídos. Consiste numa forma modificada do ciclo dos ácidos tri carboxílica que ocorre na maioria das plantas e microorganismos, mas não nos animais superiores. Este acido libera substancias (aldeídos) que promovem a quebra das pontes de cistina. Por ter um pH alto, quando aplicado no cabelo, dilata as cutículas, permitindo assim a entrada do ativo alisante, para que ele possa agir no interior do fio, ou seja, no córtex. Lá, rompe boa parte das pontes de enxofre, que ficam entre dois aminoácidos chamados de cistina, um dos 18 aminoácidos que formam a fibra capilar e é responsável por sua resistência e forma. Segundo Patrícia Morais, gerente de marketing técnico da Pic, fornecedora da matéria prima acido glicoxílico, este ativo oferece variação no seu poder de alisamento conforme a quantidade utilizada. Pode ser usado em concentração de 1% a 20% e o resultado também depende do cabelo.

E ELES ALISAM MESMO?

Nos estudos realizados com carbocisteina, percebesse uma redução no volume de cerca de 90% e um alisamento quase que total em cabelos louros. E em fio virgens em até 50%. Vale destacar que pode haver um desbotamento de 1 a 2 tons

QUAL A DIFERENÇA?



Dois pontos chamam a atenção. O primeiro é que o procedimentos de redução de volume com estes ativos apresentam pH bem acido, entre 1 e 1,5 para acido glicoxílico (após a manipulação feita pelos laboratórios) e entre 1,5 e 2,0 para as formulações com carbocisteina. Mas a de se ter cuidado com as várias aplicações por os produtos serem muito ácidos e comprometer a fibra capilar. Outro ponto é que os dois ativos devem ser removidos (lavados) no mesmo dia, cerca de 20 minutos em média, após o processo de escovação e piastra, devido à alta acidez dos mesmo. Quanto à durabilidade temos entre 7 a 10 lavações para o ácido glioxílico, dependendo na sua concentração, e entre 50 a 60 lavações para a carbocisteina.

Quanto à incompatibilidade com outros produtos de alisamento ou coloração, ainda não se tem informação, mas deve-se cuidar com relação aos produtos que contenham metais (henne, henna etc...). Sempre devemos ter a atenção redobrada quando falamos em produtos químicos e fizer sempre um bom diagnostico.

Sempre é bom conversar com a cliente sobre a existência de problemas, como queda dos fios ou couro cabeludo sensível, alergias e histórico recente de irritações ou dermatites.

Quanto à aprovação pela ANVISA, os dois ativos são liberados como produtos de grau 1, ou seja, cosméticos destinados a proteção e tratamento dos fios, e que levam a denominação de xampu, condicionador ou defrisante. Para que possam adquirir a classificação de grau 2 (os que tem a capacidade de transformar a estrutura capilar), muitas pesquisas ainda precisam ser feitas


Considerações: 
  • A Carbocisteina por si só não alisa! Em várias "escovas" existem, aliado a ela, o ácido glioxilico.
  • Segundo a matéria o Ácido Glioxilico altera a estrutura do fio, então deve ser tomado muito cuidado com produtos que dizem "compatíveis" com todos os tipos de cabelos, inclusive quimicamente tratados. Cabelos processados com alisante como, tioglicolato por exemplo, já tiveram sua estrutura alterada, pode haver corte químico caso entre em contato com outro produto de transfornação. Cabelos descoloridos tem uma boa parte de sua matéria interna retirada, então entendo que também não poderia ser feito o uso do produto... SEEE, não houver nenhum problema na aplicação nestes tipos de cabelo, já fica complicado acreditar na transformação de estrutura...
  • Ácido Glioxilico é da família do Aldeídos, Formoldeído.... lembrou algo?? Rsrs não quero assustar ninguém, somente informar. Ele não tem a mesma função do formol, mas, são necessários cuidados em sua aplicação, quanto a concentração e etc.

Bem garotas, estas foram algumas informações que eu reuni em blogs que acompanho... É preciso sempre cuidado com os procedimentos em cabelos quimicamente tratados, teste de mecha sempre!! 
Espero que tenha sido útil e se alguém possuir algo a acrescentar, por favor comentem!!

Beijos da CáaH e até mais!!


















18 comentários:

  1. eu sou meio pé atras, tenho medo de que seja pior ainda q formol hahahaha

    beijos querida


    futilidadesdacarol.blogspot.com
    https://www.facebook.com/FutilidadesdaCarol

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  2. sou cabeleireira a mais de 10 anos e assim que surgiu a escova de carbocisteina procurei realmente saber o que era, sua formula, composiçao, etc. então fiz em varias clientes, o resultado foi surpreendente, otimo. mas houve uma contradiçao,tenho uma cliente de cabelo louro e muito sensivel entao conversei com o quimico responsavel que me disse que nao teria problema algum entao fiz a aplicaçao. o cabelo desbotou muito e ficou pior do que já estava. Conclusão: cabelos louros e muito sensiveis, nada de aplicar carbocisteina e acido glioxilico,no dia ficou lindo mas depois de uma semana tive que começar a fazer traramento de recuperaçao desse cabelo, com varia hidrataçoes e tambem corte. falo isso com experiencia propria,ok.

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    1. Realmente, essa história de compatível com todos os tipos de cabelo nem sempre é bem assim... Obrigada por sua opinião.. Ótimo ter um comentário com o peso da experiência!

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  3. Minha prima fez essa prog.c carbocisteina,ficou lindo!Tenho vontade de fazer + to c medo:/
    Meu couro capilar é sensivel e n uso amonia,gostaria d experimentar o q acha?

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    1. Olá... Então Também conheço pessoas que fizeram e ficou bom.. Mas como toda química o resultado pode aparecer alongo prazo.. Além do que, se não me engano, para nós que usamos amônia, na hora do retoque, o produto não pode entrar em contato com a parte que tem o ácido Glioxílico (componente responsável pelo alisamento em escovas de carbocisteína)podendo haver quebra... Foi o que eu li em algumas pesquisas que fiz... Então quer dizer que não é tão compatível assim com qualquer química né.. Eu recomendo tomar muito cuidado!

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  4. Olá! Vc acha que é ruim pra quem tem queda de cabelo? Queria entender o quanto compromete...

    Obrigada!
    Jak

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  5. Olha Jak... infelizmente não sei mensurar qual seria o risco =/

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  6. Otimo o seu comentario eee muito valido pq eu fiquei com medo e agora nao pq eu sempre dei blindagem com a sic bjosssssssss

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  7. Eu já fiz o alisamento à base de Carbocisteína e posso falar:

    - Escova de Carbocisteína e escova de ácido glioxílico são a mesma coisa, a suposta diferença o povo doido que inventou (gente que não sabe ler nem bula de remédio e ainda arrasta os outros para o breu da ignorância). Pode pegar qualquer produto com esse ativo que vai ter lá: "Glyoxyloyl Carbocysteine" e "Glyoxyloyl Keratin Amino Acids" (em Inglês, mas o certo deveria ser o nome em Português).

    - Carbocisteína ALISA SIM! Comparável a um alisamento comum (tioglicolato de "tanto faz", a frio), mas com bem menos danos (adeus efeito "palha seca"). A redução de volume é definitiva, embora as pontas se revoltem após o primeiro mês (da mesma forma que um alisamento comum).

    Agora os defeitos da Carbocisteína:

    - DESBOTA SIM! Um cabelo castanho escuro ganha reflexos louros (queimado, né?). Se não for na primeira, vai ser na segunda aplicação. Homens que optarem pela carbocisteína, cuidado! Os coitados não têm a opção de andar com o cabelo mal cuidado, com três cores. Ou é curto ou é comprido e jamais pode dar sinal de ter passado por algum procedimento químico.

    - Danifica SIM! Os fios muito finos acabam se rompendo em algum momento após o procedimento.

    - Na lavagem e enquanto está úmido o cabelo fica visivelmente áspero e difícil de desembaraçar (muito similar ao efeito do tioglicolato). Mas quando o cabelo está seco volta a ser sedoso. Um condicionador (qualquer um serve) ajuda a contornar esse problema.

    - Não alisa o suficiente (ainda falta muito pra ser considerada milagre), é apenas mais uma opção para cabelos finos rebeldes, muito volumosos (os que acordam em pé). Infelizmente não deixa o cabelo mais reto que uma agulha (que seria o ideal), pode reparar que em todos os vídeos de divulgação, os cabelos das modelos são secos com secador (assim é mole! Qualquer alisante xing-ling faz). Quero ver secar só com a toalha, sair na rua e deixar secar naturalmente para ver se o cabelo fica lisinho, retinho e arrumado como se tivesse sido pranchado (que é como deveria ser).

    - O alisante/alisamento perfeito ainda NÃO existe (o Recondicionamento Térmico é o único que chegou perto). Para ser perfeito deve funcionar já na primeira aplicação (cabelo mais reto que uma agulha, comprovado pela NASA), sem desbotar, nem danificar o cabelo (aspereza); o resultado tem de ser definitivo (retoque só na raiz crescida); e nunca mais a pessoa vai precisar usar condicionador, creme de pentear, secador ou prancha. Até lavado com sabão de coco o cabelo tem de ficar maravilhoso.

    Beijos

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  8. Boa tarde ja ouviram relatos de mulheres gravidas que usaram carbocisteina? Pode?

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  9. Ola, eu faço escova progressiva normal (com formol) sera que se eu trocar para a carbocisteina pode dar corte quimico?

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    1. Então.. Geralmente as incompatibilidades em relação ao ácido glioxílico aparecem quando a pessoa faz um outro procedimento em cima... Por exemplo, você usou uma escova de carbocisteína (com ácido glioxílico) e depois faz um alisamento por cima... Daí pode sim haver incompatibilidade... Já no teu caso eu não sei dizer se um corte químico pode acontecer.. Por isso o teste de mecha é sempre indicado... Testar em uma mechinha pra ver como o cabelo vai se comportar...

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  10. CáaH vc faz uso de algum prod para alisar seu kblo? Se sim, qual?

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    1. Sempre usei Tioglicolato ^^ (lisa hair da embeleze e X-tenso da L'oreal)

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  11. Tenho cabelo preto e tratado com hene.sera que vais desbotar?sera que vai cair?comprei uma carissima da portier Fine. E ainda n usei pois usei hene ontem.o que me dizem?

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    1. Erika, a atenção deve ser redobrada com o cabelo tratado com henê. Ele é muuuito ciumento srsrs não permite outros ativos, não é compatível com quase nada correndo risco de um corte químico. Não tenho prática com henê e realmente não sei se seria compatível com a Portier! Mas aconselho que tenha cuidado. Caso queira saber faça um teste de mecha... Aplique-a em uma mechinha, faça todo o processo necessário e veja durante alguns dias como o cabelo do teste se comporta...

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É ótimo ler comentários de todas vocês, assim eu recebo um feedback de tudo que pesquiso e compartilho no blog, fiquem a vontade... bom senso sempre é claro !