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Por que exaltamos a beleza no outro e menosprezamos a nossa?


Eu tenho entrado bastante no Pinterest pra pegar inspirações pra fotos, decoração, looks, enfim, eu acho que todo mundo tem essa admiração pelo que é bonito. É normal, com certeza existe alguma explicação cientifica pra isso, pois nossos olhos se atraem pelo que tem qualidade, harmonia, gostamos do que é belo, do que é caro e quase sempre do que não temos/podemos ter.

Aparência física não é muito diferente disso...

Existem tantas contas no instagram, por exemplo, uma rede social completamente voltada pra imagem, "desejos", cada uma com milhares de seguidores... São celebridades, musas (os) fitness, modelos de corpo, rosto, cabelos e vida perfeita... 

Mas eu paro pra pensar, pra algumas pessoas, até que ponto isso é saudável?

Confesso que já cheguei a desativar minha conta do instagram e deixar de seguir pessoas por passar a exaltar aquela beleza ou vida, me perguntando, por que não comigo? Por que eu não pude nascer com esse rosto, esse cabelo, esse corpo, essa vida, ou mesmo questionando: Por que o meu rosto é assim? Meu tipo corporal, minha vida!?

Isso me faz lembrar de fases pelas quais passei, em que não queria sair de casa por insegurança... Por olhar no espelho e sentir vergonha do que via. Em achar que as pessoas iriam me julgar, menosprezar... Sei lá, é uma coisa louca, é incrível como as vezes ficamos presos de uma forma tão profunda em medos, paranoias e inseguranças, que passamos a nos enxergar de forma distorcida, maximizando todo e qualquer defeito. Ficando cegos para as qualidades.

Hoje em dia a coisa mudou de figura... Tenho uma relação muito mais saudável com a minha aparência, com quem eu sou mas acredito que ainda não é o ideal. Sabe quando você ainda se sente frágil? Sensível a qualquer comentário negativo e um pouco descrente dos positivos... Mas a questão que eu realmente queria colocar aqui é: Por que perdemos tanto tempo exaltando a beleza do outro e menosprezando a nossa? 

Por que não focar em enxergar profundamente quem somos e aprender amar nossa própria beleza? Praticar um pouquinho dia a dia, na frente do espelho. Tomar medidas que nos façam alcançar nossa melhor versão (dentro do que é saudável, claro) e parar de fazer comparações dolorosas com que está á nossa volta ou naquela conta do Instagram, Youtube e Pinterest... Eu sei, trata-se de uma questão totalmente interna que vai mais além do olhar, de estética... É amadurecimento, prática do amor próprio, inteligência emocional, paz interior, coisas que precisamos trabalhar em nós, todos os dias.



A palavra da vez é: Construção!

Livro: "O que o sol faz com as flores" - Rupi Kaur




Construção.

Essa é uma palavra que tem estado muito em minha cabeça nos últimos dias. 
Imagine uma pessoa que tem um corpo desses das fotos que vemos no instagram, músculos definidos, barriga trincada, totalmente "esculpido". Houve uma construção desse tipo de corpo.
É fácil admirar uma pessoa ou a conquista de alguém, mas não pensamos de imediato que foi necessário um processo para chegar até lá. Até o sucesso, até um objetivo, uma meta concretizada.
Mas, especificamente, eu quero falar sobre a construção da melhor versão de nós mesmos. 

O que você quer ser?

Mais decidida, mais calma, que aprender a poupar dinheiro, perder o medo de falar em público, ser uma pessoa admirável? O primeiro passo é ter em mente que você pode. O segundo é que existirá um processo a seguir. Um processo de construção, onde cada etapa é fundamental. Tantas vezes queremos atropelar coisas no caminho que deve ser percorrido, mas é disso que é formada a evolução. Onde você cresce, aprende, se desenvolve.

Não é fácil, mas é totalmente recompensador e o melhor, inspirador. Pra que outras pessoas possam usar o seu exemplo para motivar a própria transformação.



M&M - Mais de Mim!

Hoje, em um domingo bem frio e confuso, abro os rascunhos desse blog e escrevo novamente, depois de mais de 3 anos desde o último post que fiz. Me pergunto o que mudei em todo esse tempo. 
Sem dúvidas, muitas coisas aconteceram... Perdas, conquistas, crescimento e um pouquinho de" mais do mesmo". Meu perfil desatualizado mostrava uma Carol de 26 anos. Fisicamente não houve tanta mudança. Mental e emocionalmente talvez menos do que eu gostaria.

O fato é que, hoje, prestes a completar 30 anos, vejo como abandonei tantos sonhos e não tive coragem de trilhar um caminho que sentia ser o meu. 

Iniciei esse blog, acredito que, há uns 10 anos atrás. Quando internet ainda era tudo mato rsrs...
Hoje penso como meu trabalho estaria se eu tivesse ido em frente. Tivesse acreditado no que eu amava fazer. O fato é que pra esta e outras tantas coisas na vida não podemos apenas supor, pois o tempo não volta. A coisa é seguir daqui em diante e eu confesso que estava mais do que precisando de um lugar pra desabafar alguns sentimentos, ideias, sonhos e planos...

O blog "Cahbeleira" não me completava mais. Eu queria falar de diversas outras coisas além do assunto "cabelos e beleza", mas, eu achava que precisava existir um nicho e que ele deveria ser respeitado. Que as leitoras do blog não aceitariam essa "mudança" de assunto. O fato é que pra quase tudo na minha vida eu sempre pensei demais. Sempre fui muito crítica comigo mesma, exigi muito e pensei muito sobre algo que deveria apenas ser natural, transparecer minha identidade e o que eu amava fazer acabou virando uma obrigação chata que eu "larguei de mão". 

Por diversas vezes voltei, escrevi coisas, fiz outros blogs, em todos estes anos a vontade sempre foi latente aqui dentro. Voltar a ter essa comunicação que só um blog pode trazer. Onde você expressa seus mais profundos sentimentos e pessoas de todas as partes do mundo, que nunca se viram, podem se conectar, ver coisas em comum e claro, trocar experiências, ajudar uns aos outros. Minha vontade era criar uma comunidade aqui. Através dos comentários, dos posts, de auxílio das redes sociais. Colocar em palavras e imagens tudo que tenho guardado aqui dentro. Olhar pra essas páginas e me reconhecer através delas.

Bem, e é isso que eu vou fazer! Continuar de onde um dia eu parei, mas, desta vez ir em frente sem medo.